Backtest da Grade — e se o método existisse em 2021?
Reconstruímos a Grade Sardinha ano a ano com os dados OFICIAIS da época (demonstrações CVM, fechos e proventos da B3) e medimos o que cada faixa de nota fez nos 12 meses seguintes. Sem olhar para o futuro: cada carteira anual usa só o que um investidor sabia naquele junho. O teste mais importante não é o Núcleo ganhar — é a faixa "Evitar" perder. Se as notas baixas não destroem valor, o método não separa nada.
Leia antes dos números: o que este backtest NÃO é
Viés de sobrevivência — a base cobre as empresas listadas HOJE (~140/ano). Quem quebrou ou saiu da bolsa no caminho não aparece, o que infla os retornos de TODAS as faixas. Por isso a comparação mais honesta é interna: Núcleo contra “Evitar” dentro do MESMO universo.
Grade determinística — só os critérios calculáveis com dados oficiais da época (7 nas ações: P/L, P/VP, lucro, dívida, ROE, crescimento, proventos · 3 nos FIIs: P/VP, yield vs pares, consistência). Os critérios de IA da Grade completa ficam fora — não dá para reconstruir o passado deles.
Sem custos — corretagem, emolumentos e impostos não entram (1 rebalance/ano minimiza, mas não zera).
Passado ≠ futuro — isto valida a LÓGICA do método, não promete retorno. Nada aqui é recomendação de investimento.
Ações — 5 carteiras anuais vs Ibovespa
| Janela (jun→jun) | Núcleo (Grade ≥ 8) | Sólido (6 a 8) | Médio (4 a 6) | Evitar (< 4) | Universo inteiro | Ibovespa |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2021 → 2022 | -17,9% (12) | -23,0% (24) | -23,1% (51) | -51,4% (20) | -27,8% (107) | -22,3% |
| 2022 → 2023 | +30,5% (34) | +40,3% (30) | +26,7% (37) | +26,0% (18) | +31,1% (119) | +19,8% |
| 2023 → 2024 | +3,7% (13) | +5,8% (34) | -7,7% (39) | -9,4% (34) | -3,1% (120) | +4,9% |
| 2024 → 2025 | +20,3% (20) | +15,7% (34) | +7,0% (38) | +37,0% (31) | +19,2% (123) | +11,3% |
| 2025 → 2026 | +5,1% (17) | +14,9% (34) | +4,2% (44) | -5,7% (30) | +4,9% (125) | +23,9% |
| Acumulado (reinvestido) | +40,6% | +52,1% | +0,3% | -28,2% | +14,7% | +34,8% |
Retorno total (proventos brutos reinvestidos), carteira de pesos iguais montada no último pregão de junho e mantida 12 meses. Entre parênteses: nº de ativos no corte na janela.
FIIs — 3 carteiras anuais vs IFIX
| Janela (jun→jun) | Núcleo (Grade ≥ 8) | Sólido (6 a 8) | Evitar (< 4) | Universo inteiro | IFIX |
|---|---|---|---|---|---|
| 2023 → 2024 | +3,1% (48) | +0,8% (54) | +2,1% (20) | +1,9% (122) | +6,2% |
| 2024 → 2025 | -0,8% (54) | +2,4% (57) | -5,3% (23) | -0,2% (134) | +4,7% |
| 2025 → 2026 | +28,6% (67) | +10,6% (41) | -1,6% (23) | +17,7% (131) | +9,7% |
| Acumulado (reinvestido) | +31,5% | +14,2% | -4,9% | +19,7% | +21,9% |
Retorno total (proventos brutos reinvestidos), carteira de pesos iguais montada no último pregão de junho e mantida 12 meses. Entre parênteses: nº de ativos no corte na janela.
Como foi medido
Sem look-ahead — a carteira do ano Y usa a DFP do ano Y-1 (publicada até março) e o preço de fecho do último pregão de junho: 3 meses de folga entre o dado existir e ser usado.
Fontes oficiais — demonstrações CVM (DFP e informes mensais), fechos históricos da B3 (COTAHIST), proventos B3/CVM, splits e grupamentos com fator calibrado em eventos reais.
Pesos iguais, 12 meses — cada faixa de Grade vira uma carteira equal-weight, comprada em junho e medida até o junho seguinte, com proventos brutos reinvestidos (mesma convenção do Ibovespa, que já é índice de retorno total).
Os critérios estão abertos na Metodologia do Cardume. A prova FORWARD — o método medido dia a dia, desde julho/2026 — está no Índice do Cardume.