O que aconteceu
O TEPP11 vendeu sua participação integral no Edifício Passarelli (48 unidades em Pinheiros, São Paulo) ao HIRE FII por R$ 114,05 milhões. A operação, fechada em 24 de setembro de 2026, gera ganho de capital estimado de R$ 35 milhões — ou R$ 0,66 por cota — após sete anos de aquisição e gestão ativa do ativo. O preço por metro quadrado (R$ 13.997) fica 32% acima do custo histórico. A TIR estimada da operação é de 12,11% ao ano, equivalente a IPCA + 6,17% a.a. ou CDI + 2,16% a.a.
Como será pago
O pagamento segue estrutura em quatro momentos. Primeira parcela de R$ 61,576 milhões até 29 de setembro de 2026, sendo R$ 55,8 milhões via compensação de créditos (subscrição em cotas do HIRE11, que serão vendidas ao TRXF11) e R$ 5,7 milhões em moeda corrente. As três parcelas diferidas — R$ 14,664 milhões (até 12 meses), R$ 15,228 milhões (até 18 meses) e R$ 22,582 milhões (até 24 meses) — serão corrigidas por IPCA + 4,85% a.a. A operação está condicionada a auditorias jurídica e técnica, manutenção dos contratos de locação e aprovação pela assembleia do comprador.
O que o método enxerga aqui
Pela lente da Metodologia do Cardume, esta venda é um exemplo raro e bem documentado de tese de investimento sendo cristalizada no tempo certo. A gestora comprou um ativo Classe B em 2019 com potencial de melhoria operacional e física. Sete anos depois, entrega: aluguel caixa cresceu 64% (acima dos 45% de IPCA acumulado), cota condominial caiu 31% no primeiro ano e permanece 15% abaixo da média de mercado. O retrofit foi executado. A ocupação melhorou. O múltiplo de saída (1,97x) reflete um ativo reposicionado, não um ativo especulativo.
O que importa para o cotista é entender que ganho de capital não é sorte — é resultado de critério. A Tellus definiu uma tese (comprar barato, melhorar operacionalmente, vender quando o ativo atingisse seu potencial), executou com disciplina (retrofit, gestão de custos, reposicionamento de inquilinos) e saiu quando o preço refletia o trabalho feito. Não ficou esperando mais 10 anos de ganho marginal. Isso é o oposto de palpite.
O que vem agora
Com R$ 114 milhões em caixa (parcela inicial) e mais R$ 52,5 milhões em parcelas diferidas, o fundo entra em fase de desalavancagem gradual. A alavancagem deve cair de 28,5% (3T26) para 8,4% (2T29). A gestora sinaliza que novas aquisições serão seletivas e pontuais, priorizando retorno ajustado ao risco. Parte dos recursos pode ir para retrofit nos imóveis existentes (melhorias turn-key e plug-and-play) ou para amortizações extraordinárias de dívida quando houver benefício econômico.
Consulte a página pública do TEPP11 em sardinha.net/ativo/TEPP11 para acompanhar a evolução do portfólio, proventos e estrutura de capital após este desinvestimento.
Fonte: [Fato Relevante] TEPP11 — TEPP11 vende Edifício Passarelli por R$ 114 milhões com ganho de R$ 35 mi — documento oficial publicado no sistema Fundos.NET da B3: https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1328026&cvm=true. Este conteúdo é informativo e educacional — não é recomendação de compra ou venda de ativos.

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Aviso: conteúdo educacional e informativo. Não constitui recomendação ou consultoria de valores mobiliários (CVM). Dados podem conter latência. Toda decisão de investimento é de responsabilidade do leitor.



